
Favela pacificada do Equador que virou atração turística é lição para o Rio de Janeiro
Guilherme Amado - Enviado especial do Extra
Guayaquil, Equador - As fachadas em estilo colonial e o colorido das casas enganam. O chafariz, os faxineiros e os guardas também. Sem contar os bares, discotecas, restaurantes e até um inacreditável museu ao ar livre. Mas, sim, você está numa favela. Bienvenidos ao Cerro Santa Ana, a principal favela do Equador e uma das mais antigas da América Latina. Pacificado e urbanizado há nove anos, o morro tornou-se desde então um laboratório de experiências urbanas e sociais únicas. No fim de novembro, dias antes de o Rio ocupar a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, o EXTRA visitou Guayaquil, a maior cidade do Equador, para conhecer o Cerro Santa Ana. Símbolo de um país que luta pelo desenvolvimento, o morro é um espelho perfeito para apontar bons - e maus - caminhos para o futuro das favelas cariocas.
Deste domingo até sexta-feira, uma série de reportagens vai mostrar como a ocupação social fez a diferença para que a pacificação do Cerro Santa Ana fosse bem-sucedida.
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